sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Sportingball




Um dos motivos apontados em "Moneyball" para a revolução e mudança do paradigma do basebol norte-americano tem que ver com a diferença abissal entre o comprar vitórias (1) e o comprar jogadores. Essa diferença não se pode basear noutra coisa que não seja o verdadeiro mérito, não o mais óbvio, mas aquele que nos diz o que realmente se vale no presente e se pode valer no futuro. O que num sistema de estrelato tem extrema dificuldade em se aplicar: jogadores com falhas, defeitos, fealdades e desajeitos são encostados de parte sem que ninguém se dê ao trabalho de espreitar se não há ali qualquer coisa. Que tal ao menos experimentar, ora é isso que faz o manager Billy Deane com a ajuda decisiva do assistente Paul DePodesta (Peter Brand no filme). Aguçam o engenho a falta de fundos e a vontade de continuar a ser competitivo e não passar de cavalo para burro depois de um extraordinário segundo lugar na época anterior. Jogadores que por uma razão ou outra - ou porque não têm estilo e escola, ou porque estão velhos, estouvados, lentos...- valem pechinchas, podem afinal contar e muito porque afinal o coxo é um batedor fenomenal, o feioso pode ser a estrela, o gajo que está acabado tornar-se o comandante da equipa, e o gajo que ganhou fobia ás bolas e entrou no plano inclinado da insegurança, bem trabalhadinho, até pode valer um campeonato. Não darão ao inicio receitas em camisolas e cadeiras vendidas, muito menos tempo de antena e uma pipa de notas em comissões para empresários, mas a coisa faz-se. Deve ser o máximo dos máximos vencer quando o mundo inteiro está a olhar para o lado. Adiante. 

A ideia e conceito de "Moneyball" é um bom porto para ver este Sporting. Compramos jogadores mas não compramos vitórias. Não é só o comprar (com e sem aspas) que está aqui em jogo. É também o que vem dentro do pacote: a lógica de vitória versus a lógica do falhanço, um grupo de gente que não funciona em conjunto e está a milhas de poder funcionar individualmente. A imaturidade, a falta de experiência, a sobrevalorização de uns, a subvalorização de quem é formado na casa, sabe o que significa o clube e tem escola, trabalho e dinheiro investido em todo um potencial que feita a escala de formação daquela que é reconhecidamente uma das três melhores escolas de jogadores do mundo não deve ser nada de deitar fora. A falta de critério, de know-how (e know-why já agora) e de sentido de exigência só pode ser  inflacionada com a esmagadora pressão de clube grande e enorme mediatismo e peso social que isso implica. É ver empresários glutões a impingirem-nos jogadores que não precisamos enquanto  muitos em quem investimos uma carreira gastam os anos do contrato numa rodagem mais que rodada. Não será tudo isto quantificável em número? Não existe matemática que clarifique isto, vá-lá, em probabilidades de sucesso? Alguém ali ao leme conhece a lógica da vitória? Sabe o que é preciso para ganhar? O presidente não é de certeza. Ele não soube sequer ganhar as eleições, há mesmo hipóteses que não as tenha sequer ganho, ou pelo menos foi a primeira vez na vida que eu ouvi falar em afinação de resultados para justificar uma mudança de vencedor as 4 horas da madrugada. Mas admitindo que sim, que ganhou mesmo aquela eleição que todos davam como perdida – a culpa nestas coisas é sempre atirada aos jornalistas -, a coisa foi, de uma forma ou doutra, também comprada, e tal como no mesmo "paradigma da derrota", arranjam-se "nomes" e confunde-se o que as coisas são por aquilo que dá jeito que elas sejam pela imagem e estatuto criados antes e desfasados e sem forma de funcionar depois. Claro que os cenários começam a ser destruídos logo à primeira tempestade. Desses nomes que tais já não resta um. A fogueira das vaidades queimou-se e do saco de gatos não ficou lá nenhum dentro. Ficou só o presidente, afinal de contas era ele quem pegava o saco e os resultados estão à vista (2). A matemática é lixada, 18 jogos e apenas três vitórias. 

Voltando a "Moneyball", a lógica das equações e a frieza dos números não são meras abstracções, mesmo no futebol (3). As acusações de puro calculismo cientifico, que os jogadores não são robots ou que o basebol iria ser destruído ignoraram que o cálculo não inventa os números, é feito a posteriori e, já agora, é verdadeiro. Wall Street também não é isso? - perguntaram mais que uma vez a Michael Lewis. A resposta é taxativa: "naaahh...Wall Street is a scam". Não é preciso muito para ver que este Sporting ou é só esquemas ou é todo um esquema pegado.

_________________________________________________________________________

1 - imagino que uma boa percentagem de vocês pensou logo em Pinto da Costa, ora vejam bem o que não é subverter as regras...

2 - de futebol falando, porque há ali trabalho bastante meritório no erguer de um canal de TV do clube, na criação da equipa B ou do regresso do rugby e hóquei em patins. 

3 - 
que é a meu ver mais fascinante e único que qualquer outro desporto porque dá como nenhum outro um peso real ao imponderável da subjectividade. Futebol é pura beleza, não precisa de pedir pontos...

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Potência de voo


"Moneyball" é muito bom, interessante, sabe o que quer, para onde vai, é eficaz, tem ideias, tem sobretudo a receita certa para funcionar e colher quer na crítica, quer na bilheteira. Esse equilíbrio por si só não é fácil, nem é muito comum, mas podia saber melhor. É que o filme pede um golpe de asa, um levantar de voo que o eleve a outro patamar. Bem realizado, fotografado, com excelentes actores e respectivas interpretações, não consegue ainda assim estar ao nível do argumento de Aaron Sorkin. É por ele que os diálogos trazem dinamite e carregam o filme para todo o lado, o resto fica à mercê da ilustração. Como não li o livro desconheço o peso de Michael Lewis nisto. O que sei é que seria interessante termos em "Moneyball" um cineasta a sério e não apenas um realizador bom. Querem que vos diga? Era haver o músculo de um Scorsese a acompanhar a correria desenfreada de Sorkin. Era bem capaz de dar voo ao filme. 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Das Arenas


A Arena, tal como o Dojo, mais que um lugar, é um conceito per se. Uma arena ou um dojo faz-se na hora, aqui agora na Praia das Furnas ou numa praceta da Rinchoa, não interessa, a ideia faz o espaço.  Pelas arenas tivemos as touradas de Hemingway e Orson Welles, corridas de cavalos de Charles Bukowski, o baseball de Paul Auster ou Don DeLillo e o boxe de Norman Mailer e Martin Scorsese. Lembro-me de ter visto ao vivo uma tourada em criança e de ter gostado daquilo, não me impressionou a crueldade sobre o touro, o tempo tornou-me mais "impressionável", para o bem e para o mal. Assim como no meio do sangue é esquecido a complexidade do movimento e o trabalho do toureio, muito mais foi perdido naquele espectáculo que marcou uma era. Falo na batalha naval no Lago Fucina promovida pelo Imperador Cláudio: Frota de Rodes contra Frota da Sicília, 19 mil lutadores em 24 navios de guerra e 26 barcos menores divididos  em 25 para cada lado. As colinas, ao redor do lago, formariam um lindo anfiteatro natural. O número de espectadores parecia mais de meio milhão que duzentos mil. Foram mais de três mil mortos e cinco mil baixas. Danos colaterais, que houve ali muito fair play e civismo a la romana,  e gente deve ter ido contente para casa depois de dez dias de suspense e festança...  
De outras arenas o grande Krassimir Balacov disse numa entrevista que o futebol era parecido com a vida. Devia ter uns quinze anos quando li isso e não percebi a ideia, bola era bola, a vida vidinha. Depois comecei a entender Na arena relvado isso da vida é muito trabalhado. É um bom dum laboratório para quem pensar nela. Temos a vida suspensa. A arena verde põe-nos na experiência: tem vezes em que somos mais tácticos e calculistas, outras gulosos e bola para a frente, outras somos mais defensivos, noutras temos pica e fúria, outras damos baile, outras é levar uma tareia, outras em que o árbitro nos rouba, outras em que fazemos fita, outras que damos cacetada, outras em que só levamos porrada, outras em que jogamos tudo, outras em que não fazemos uma. Para nosso bem, em frente à arena não podemos carregar na pausa, não existem repetições de lances nem imagens em grandes planos e diferentes ângulos, o que, acreditem, nos permite ver melhor. Tomamos parte do espectáculo, respiramos o mesmo ar, ouvimos os mesmos sons. É daí que aprendemos, que extraímos o sumo à experiência, o que Hemingway tirava das touradas para o romance seguinte, ou Charles Bukowski, das corridas de cavalos. O momento só nosso perante as forças do jogo, carimbos e decalques, pedaços de "vida verdadeira". Ninguém dará por isso, fará a associação, verá aquele combate de boxe no romance de amor, no romance de formação aquelas corridas de cavalos ou na novela policial o tal campeonato mal perdido. A verdade prefere o verdadeiro ao verídico. 

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A liturgia deve ser entoada numa língua misteriosa


Ao menos a guerra, como o racismo, proporciona escolhas morais claras. Mesmo hoje, a maioria sabe o que pensa da acção militar ou do preconceito racial. Mas no palco da política económica, os cidadãos das democracias actuais aprenderam a ser demasiado modestos. Fomos avisados de que isso são assuntos para capitalistas: que a economia e as suas implicações políticas estão muito para além do entendimento do homem ou mulher comuns – um ponto de vista reforçado pela linguagem cada vez mais obscura e matemática da disciplina.
É improvável que muitos “leigos” questionem nessas matérias o ministro das finanças, on secretário do Tesouro ou os seus conselheiros especialistas. Se o fizessem, dir-lhes iam – à maneira de um padre medieval a aconselhar o seu rebanho – que isso são questões com as quais não precisam de se preocupar. A liturgia deve ser entoada numa língua misteriosa, só acessível aos iniciados. Para todos os demais, basta a fé.


Tony Judt, Um Tratado Sobre Os Nossos Actuais Descontentamentos, Edições 70 (2010)

Penumbra




Edição cuidada, a combinar com a elegância dos poemas, que minimalistas e despojados de artifícios, nunca deixam de ser belos; a mim lembram alguma poesia Zen na sua secura e forma como sabe isolar e suspender o real no seu próprio elemento deixando todo um "outro mundo" em aberto. Aqui, como no anterior "Teorias", a escrita é seca, ao osso, depurada, subtil, desafiadora. "Penúmbra" de manuel a. domingos poderá ser adquirido por aqui, isto se ainda houver algum dos 100 exemplares (o meu está precisamente a meio, no 50). Fica uma amostra. 

Há livros na estante
que nunca li
Esperam a sua vez
a ganhar pó

Olho para ti e não sei
que novidade encontro
sempre no teu olhar
Mas ela existe

pronta a fazer o meu dia
ganhar sentido
que não tem de ser novo
só sentido

Tudo o resto é apenas
o sol a pique no terraço
uma tarde quente

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Indian Runner



"Indian Runner" marca o inicio do Sean Penn realizador mas é surprendentemente maduro, o melhor do autor até "Into The Wild" em 2007. Penn tem uma escrita cinematográfica própria, um estilo marcado que combina beleza e extensão da paisagem americana com influências dispares do melhor que se pode pedir a alguém, sobretudo de John Cassavetes e Terrence Malick. Diríamos que pela paisagem física do "Nebraska" e na voz off e cadência sonoras lembra "Badlands" e na tensão emocional e imprevisibilidade dos personagens temos o aproximar (que não passa de um aproximar, nem poderia ser de outra forma) a John Cassavetes, a quem "Indian Runner" é dedicado. O inóspito e imutável Nebraska também ajuda. Assim como a parelha de actores onde gira o filme: o soberbo Viggo Mortensen e o competente e seguro David Morse. São eles os manos Roberts que se estimam e reconhecem para além do clássico e terrível conflito entre a existência pacata família/trabalho/família e aquela que não se sente em lado nenhum que não na vertigem demoníaca e (auto) destrutiva, aí temos Mortensen num dos grandes papeis da sua carreira. O tema e conteúdo de "Indian Runner" é baseado em "Highway Patrolman", de Bruce Springsteen, canção de "Nebraska" que inspira e dá o mote ao filme. Que mais? A falsa câmara lenta, uma lentidão densa, granulada, o espaço, não apenas o físico, mas também o dado aos actores e à excelente banda sonora de Jack Nietzsche
Se como actor Sean Penn é versátil e mesmo mutável consoante os corpos e os rostos dos personagens que encarna, de grandes actores está o cinema americano cheio. O que está para além disso, o que o torna inultrapassável é, a meu ver, o que nele está para lá da interpretação, o que vê mais longe, o que desmente no tempo algum insuportável tipo de cinismo...

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O homem da enxerga ao lado


O homem da enxerga ao lado, também a convalescer de difteria, era um homem magro e grisalho chamado Michaelson. Nesse Inverno tinha trabalhado numa loja de ferragens e andava a passar um mau bocado. Até uns dois anos antes tinha tido uma quinta no Iowa, na região do milho, mas uma série de más colheitas tinha-o arruinado, o banco tinha executado a hipoteca e ficado com a casa e proposto que lá ficasse a trabalhar como rendeiro mas ele tinha dito que macacos o mordessem se trabalhava como rendeiro para quem quer que fosse e tinha pegado nas suas coisas e vindo para a cidade, e ali estava ele com cinquenta anos e uma mulher e três filhos pequenos para sustentar tentando começar do nada outra vez. Era um grande admirador de Bob La Follette e tinha a teoria de que os banqueiros de Wall Street andavam a conspirar para tomar conta do governo e mandar no país empobrecendo o agricultor. Falava o dia inteiro numa vozinha arquejante, até a enfermeira o fazer calar, sobre a Liga Apartidária e o Partido Camponês-Operário e o destino do grande Noroeste e a necessidade de os operários e os camponeses se unirem para eleger homens honestos como Bob La Follette. Charley tinha-se sindicalizado numa secção local de um sindicato da A. F. L. nesse Outono e a conversa de Michaelson cortada por acessos de falta de ar e de tosse, deixou-o entusiasmado e curioso com a política. Resolveu ler mais jornais e andar a par do que se ia dando pelo mundo. Com aquela guerra e isso tudo, quem  sabia o que podia acontecer. 


John dos Passos, Paralelo 42 (1930), tradução de João Martins, Presença (2009)


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Escrever Caminhar

Amorfo. Sem energias. Dores de tensão. Dores de postura. Assim não escrevo, não consigo. Escrever é meu termómetro de plenitude. Quando estou pronto para escrever estou pronto para tudo, até para a mais funda das angústias. Escrever é a marca de água, a prova à prova. Basta estar pronto. O pior momento é mesmo antes de começar, como diz o Stephen King. Quando começo chego sempre a algum lado. Já saí de casa. 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Palavras de papel

A originalidade vazia é prima direita do malabarismo. Acha que criou qualquer coisa, mas limita-se apenas a variar uma técnica. O malabarista pode ser muito bom e virtuoso e competente mas chega uma altura em que está bem já chega e passado umas horas esquece-se. O que há mais para aí mais é virtuosismo sem substância. Palavras desrespeitadas. Nem as cortam, nem as cuidam, é tudo ao molho e cambalhotas. Papel que não sai do papel. Diz que dão prémios, eu prefiro antes uma sopa de letras. 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Novilíngua - Português


Podemos culpar os políticos que vivem em estado de negação e esquecermos que os políticos que temos são os políticos que merecemos, que nós colectivo os pusemos lá, nós colectivo, eu sei, é uma aberração de enganados. Negar a negação é a prova dos nove da maioria. A constatação a papel químico que o mal é visto mas ignorado como incómodo alheio. Passado reflectido em futuro, estava à vista o carimbo. E ainda se aliviam na caridadezinha. Não, não quero ir para o Marquês de Pombal fazer a revolução. Não, falo em ver passar navios. Navegam, pois navegam. Levam chocolate laxante, risos para queimar calorias, amor para a longevidade. Falam-nos não sei se é jargão se é calão: desalavancagem, ajustamento, crescimento negativo. No barco dizem que há alguns colaboradores invisuais. Não encontram significados em lado nenhum. Está para sair um dicionário da novilíngua. 

Mais Factotum


"Roll The Dice" parece encaixar no filme como o poema na saga do escritor. Dá a entender, faz o panorama: para o escritor a sério tudo é um teste. Um teste à escrita pois. O poema está lá, para além da bebida, das mulheres, dos empregos, dos pais, da fome, das pensões decrepitas. Não fosse assim, e Bukowski nunca poderia ter escrito tanto para aquilo que bebeu e se consumiu, muito menos teria vivido até aos 74 anos alimentado a álcool em excesso pelo menos desde os vintes. A bebida era ao mesmo tempo a armadura e uma ferramenta de trabalho, uma protecção e um propósito para. Não estava lá para o destruir, para se afogar nela. Nem de propósito distinguia bebedores amadores de bebedores profissionais, nem de propósito foi tão cruel a criticar a forma como se finou Malcolm Lowry, como que a dizer, claro está: beber não é para amadores. E "Roll The Dice" é um machete a dividir toda uma casta ao meio. Escritores pastosos, mesmo que de génio, mesmo que grandes escritores, não entram. 

sábado, 3 de novembro de 2012

Meteorologia

Também somos meteorologia, falhamos da mesma maneira. Dias que prevemos bons que se tornam maus, dias que prevemos maus que se tornam bons; dias assim assim e dias temperados, a maioria. Nem sempre o tempo está estupendo, nem sempre temos alertas amarelos. Depois há os dias que nascem e continuam sombrios, como o de ontem, o meu. Estava escuro, negro, taciturno. Nem melancólico sequer. Mas depois, do nada, inesperadamente o dia levantou, desemaranhou, desbloqueou, desapareceram todas as nuvens, o céu ficou limpo, consegui ver o sol. A lembrar dias de Verão com céu cinzento a prometer chuva até às onze meio-dia  e então o tempo levantava, depois praia,  sol, o dia em cheio. Pois eu ontem fiz praia, mas mais à noite. 

Emocional Guerra

Também nos regemos hoje como se estivéssemos em guerra, identificado o perigoso e medonho inimigo não podemos dar tréguas aos companheiros de trincheira. A falta de coragem e inteligência, mais que nunca, é tida como uma perigosa abertura. 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Chama-lhe Sacrifícios

Adão Silva (Bragança), Adriano Rafael Moreira (Porto), Afonso Oliveira (Porto), Amadeu Soares Albergaria (Aveiro), Ana Oliveira (Coimbra), Ana Sofia Bettencourt (Lisboa), Andreia Neto (Porto), Ângela Guerra (Guarda), António Leitão Amaro (Lisboa), António Prôa (Lisboa), António Rodrigues ( Lisboa), Arménio Santos (Viseu), Assunção Esteves (Lisboa), Bruno Coimbra (Aveiro), Bruno Vitorino (Setúbal), Carina Oliveira( Santarém), Carla Rodrigues (Aveiro), Carlos Abreu Amorim (Viana do Castelo), Carlos Alberto Gonçalves (Europa), Carlos Costa Neves (Castelo Branco), Carlos Páscoa Gonçalves (fora da Europa), Carlos Peixoto (Guarda), Carlos Santos Silva (Lisboa), Carlos São Martinho (Castelo Branco), Clara Marques Mendes (Braga), Cláudia Monteiro de Aguiar (Madeira), Conceição Bessa Ruão (Porto), Correia de Jesus (Madeira), Couto dos Santos (Aveiro), Cristovão Crespo (Portalegre), Cristovão Norte (Faro), Cristovão Simão Ribeiro (Porto), Duarte Marques (Santarém), Duarte Pacheco (Lisboa), Eduardo Teixeira (Viana do Castelo), Elsa Cordeiro (Faro), Emídio Guerreiro (Braga), Emília Santos (Porto), Frenando Marques (Leiria), Fernando Negrão (Braga), Fernando Virgílio Macedo (Porto), Francisca Almeida (Braga), Graça Mota (Braga), Guilherme Silva (Madeira), Hélder Sousa Silva (Lisboa), Hugo Lopes Soares (Braga), Hugo Velosa (Madeira), Isilda Aguincha (Santarém), Joana Barata Lopes (Lisboa), João Figueiredo (Viseu), João Lobo (Braga), João Prata (Guarda), Joaquim Ponte (Açores), Jorge Paulo Oliveira (Braga), José de Matos Correia (Lisboa), José de Matos Rosa (Lisboa), José Manuel Canavarro (Coimbra), Laura Esperança (Leiria), Lídia Bulcão (Açores), Luís Campos Ferreira (Porto), Luís Leite Ramos (Vila Real), Luís Menezes (Porto), Luís Montenegro (Aveiro), Luís Pedro Pimentel (Vila Real), Luís Vales (Porto), Margarida Almeida (Porto), Maria Conceição Pereira (Leirie), Maria da Conceição Caldeira (Lisboa), Maria das Mercês Borges (Setúbal), Maria Ester Vargas (Viseu), Maria João Ávila (fora da Europa), Maria José Castelo Branco (Porto), Maria José Moreno (Bragança), Maria Manuela Tender (Vila Real), Maria Paula Cardoso (Aveiro), Mário Magalhães (Porto), Mário Simões (Beja), Maurício Marques (Coimbra), Mendes Bota (Faro), Miguel Frasquilho (Porto), Miguel Santos (Porto), Mónica Ferro (Lisboa), Mota Amaral (Açores), Nilza de Sena (Coimbra), Nuno Encarnação (Coimbra), Nuno Filipe Matias (Setúbal), Nuno Reis (Braga), Nuno Serra (Santarém), Odete Silva (Lisboa), Paulo Batista Santos (Leiria), Paulo Cavaleiro (Aveiro), Paulo Mota Pinto (Lisboa), Paulo Rios de Oliveira (Porto), Paulo Simões Ribeiro (Setúbal), Pedro Alves (Viseu), Pedro do Ó Ramos (Setúbal), Pedro Lynce (Évora), Pedro Pimpão (Leiria), Pedro Pinto (Lisboa), Pedro Roque (Faro), Ricardo Baptista Leite (Lisboa(, Rosa Arezes (Viana do Castelo), Sérgio Azevedo (Lisboa), Teresa Costa Santos (Viseu), Teresa Leal Coelho (Porto), Ulisses Pereira (Aveiro), Valter Ribeiro (Leiria), Vasco Cunha (Santarém), Abel Baptista (Viana do Castelo), Adolfo Mesquita Nunes (Lisboa), Altino Bessa (Braga), Artur Rêgo (Faro), Helder Amaral (Viseu), Inês Teotónio Pereira (Lisboa), Isabel Galriça Neto (Lisboa), João Gonçalves Pereira (Lisboa), João Paulo Viegas (Setúbal), João Pinho de Almeida (Porto), João Rebelo (Lisboa), João Serpa Oliva (Coimbra), José Lino Ramos (Lisboa), José Ribeiro e Castro (Porto), Manuel Isaac (Leiria), Margarida Neto (Santarém), Michael Seufert (Porto), Nuno Magalhães (Setúbal), Raúl de Almeida (Aveiro), Telmo Correia (Braga), Teresa Anjinho (Aveiro), Teresa Caeiro (Lisboa) e Vera Rodrigues (Porto). 

Via Arrastão

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Ai passa, passa!

Acabou finalmente o argumento da "incompetência", da "gasolina para a fogueira", da "irracionalidade" das medidas, entre tantas simpatias que nos fartámos de ouvir em repeat e alternância nas suas possíveis e múltiplas variações. Agora só não vê quem não quer o fanatismo ideológico disfarçado num  pacote à medida  dos escombros de onda possa finalmente emergir o "homem novo". Tivessem lido as entrelinhas, o "custe o que custar", o "que se lixem as eleições", o "queremos ir além da Troika", o "sejam menos piegas", o "desemprego pode ser uma oportunidade", o "emigrem professores que diz que nos PALOP precisam". Falo na maioria dos moderados mainstream porque para o resto temos os caceteiros mainstream, os Cantigas Estevez, João Duques e Blasfemos deste vida, entre outros, a maioria . E o patético e perigoso Fernando Ulrich que depois de achar que os nossos impostos deviam pôr os desempregados a trabalhar para o BPI continua a chamar um figo à austeridade. Dá mesmo que pensar o quanto Passos, Relvas e Gaspar se devem ter deliciado com tanta análise branda, tanta vista grossa, via-se o quadro, o cenário, tudo. Bem diz o ditado que os cães ladram e a caravana passa. Ai passa, passa! Por enquanto passa.