quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Ai passa, passa!

Acabou finalmente o argumento da "incompetência", da "gasolina para a fogueira", da "irracionalidade" das medidas, entre tantas simpatias que nos fartámos de ouvir em repeat e alternância nas suas possíveis e múltiplas variações. Agora só não vê quem não quer o fanatismo ideológico disfarçado num  pacote à medida  dos escombros de onda possa finalmente emergir o "homem novo". Tivessem lido as entrelinhas, o "custe o que custar", o "que se lixem as eleições", o "queremos ir além da Troika", o "sejam menos piegas", o "desemprego pode ser uma oportunidade", o "emigrem professores que diz que nos PALOP precisam". Falo na maioria dos moderados mainstream porque para o resto temos os caceteiros mainstream, os Cantigas Estevez, João Duques e Blasfemos deste vida, entre outros, a maioria . E o patético e perigoso Fernando Ulrich que depois de achar que os nossos impostos deviam pôr os desempregados a trabalhar para o BPI continua a chamar um figo à austeridade. Dá mesmo que pensar o quanto Passos, Relvas e Gaspar se devem ter deliciado com tanta análise branda, tanta vista grossa, via-se o quadro, o cenário, tudo. Bem diz o ditado que os cães ladram e a caravana passa. Ai passa, passa! Por enquanto passa.