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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Steve Jobs por João Quadros



- Steve Jobs sabia o que queríamos sem ser preciso dizer nada - foi uma bela relação.
- Deus fez uma ilegal download.
- Mais 10 anos de Steve Jobs e eram os iphones que estavam a apresentar humanos novos - acho que Deus achou q ele estava a ir muito depressa .
- Faz tanta falta a pessoa que desenvolveu uma coisa que há 10 anos não fazia nenhuma falta .
- É a oportunidade de ficarmos a saber se há vida depois da morte , se houver, o Steve Jobs vai arranjar maneira de ligar a contar


Sobre a morte de Steve Jobs não li até agora nada melhor que os tweets de João Quadros. E foram escritos mal se soube da notícia. Na hora, ao segundo, o que quiserem, vejam as gralhas e repetições que para ali andam.  
Não estou obviamente aqui a fazer qualquer crítica ou reparo aos textos que li sobre Steve Jobs, pelo contrário. É apenas a minha humilde constatação, a inspiração voa. 

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Numa semana


- Não era fundamentalista muçulmano, nem estava ligado a um daqueles fascistas satânicos ou odinistas fanáticos pregadores da ideologia viking e paganismo nórdico através do black metal, que entre outras insanidades, desejam que a Escandinávia largue o alfabeto latino. Não, era antes um fundamentalista cristão fascista de extrema direita com a particularidade de ser anti-nazi e matar a sua própria gente. Não me parece que este megalómano psicopata vá conseguir que outros dementes façam o mesmo. Mas venceu, mais uma vez o medo venceu. 


- O caso Murdoch passou assim naturalmente para segundo plano, as proporções do monstro a isso obrigam. O Guardian  não tem mãos a medir nos dois casos. Os restantes jornais britânicos, e não só, deixaram-se ficar para trás. E os tempos que vivemos previnem-nos a ir por quem melhor nos acompanha... 


- Amy Winehouse morreu sem surpresa mas não sem choque, e muitos dos que a tinham como um boneco de bêbeda drogadita agora vêem ali uma mártir. Quero acreditar que se ela visse o que se vai passar nos próximos tempos em redor do "mito" talvez tivesse tido um pouco mais de cuidado. Muitos dos que vão ganhar dinheiro com a sua morte são os mesmos que a obrigavam a dar concertos a agarrar-se às paredes. Andam por aí desde os tempos do Jimi Hendrix. 

 - Fernando Ulrich e as medidas da Troika, "
para o conjunto do país e para o sector público penso que é bom, mas para o sector financeiro não faz sentido". Eu sinceramente achava que os bancos tinham ficado satisfeitos com o pacote. Não me ocorreu que algumas coisas sejam TÃO previsíveis...

- O PS escolheu-se a si próprio. A piada começou com o "jovens a dias". Logo ele. Eu que me lembro do "Tó-Zé" Seguro dos tempos em que me dava com uma JOVEM fotógrafa estagiária que trabalhou um ano sem receber um tostão da JS para depois ser mandada borda fora. Foi há muito tempo, é certo. Perdi-lhe o rasto e telefone. O Tó-Zé, esse, é que nunca imaginei, nem nos meus piores vaticínios, que chegasse a líder do PS. Mas também nunca imaginei Durão Barroso a primeiro-ministro (muito menos presidente da Comissão Europeia), nem Santana Lopes, nem Pedro Passos Coelho...A política portuguesa é um tédio em descendendo. 


- Pela nova dieta do Estado, só mesmo consultando um novo dicionário

domingo, 26 de junho de 2011

Ainda Peter Falk, com a devida vénia



Falarem da morte de Peter Falk e dizerem que morreu o detective Columbo e não mencionarem nem ao de leve o papel fulcral que Falk teve em filmes de John Cassavetes, esquecendo por exemplo que foi um dos actores de mão do cineasta ao lado de nomes como Gena Rowlands, Ben Gazzarra ou Seymour Cassel faz-me imensa impressão. É que o meu Peter Falk é o Peter Falk de Cassavetes, de resto sou até capaz de apostar que os obituários jornalistas nem sequer viram um episódio do Columbo...

sábado, 16 de abril de 2011

Ricardo

O que escrevo agora é tão absurdo como a tua morte: devias ter avisado que a gente não deixava. Que te fosses embora assim de surpresa, aos 40 anos. Quando ias dar e ver tanta coisa, aquecer os dias com a tua companhia, por mais distante que fosse, por andares por aí algures, a viver a tua vida, a que tanto tributo prestavas. À tua boa maneira, que subitamente faz tanta falta e que tantos sentem como terrível perda. Foste mesmo embora amigo? Ou andarás noutro ponto da viagem?

segunda-feira, 11 de abril de 2011

RIP Sidney Lumet



Não conheço todos os filmes de Sidney Lumet, nem pouco mais ou menos. Ainda assim vi “Serpico”, “Dog Day Afternoon”, “Equus”, “The Verdict”, Night Falls on Manhattan” e “Before The Devil Knows You're Dead”, todos a ponto de me encherem as medidas. Não é digno desta lista o fraco e despreocupado “Find Me Guilty”, feito certamente em piloto automático, mas que do pouco que tem ainda vale pelos diálogos, pelo humor e por um Vin Diesel a dar ares de grande actor, o que é qualquer coisa...  
Lumet era dos bons, seus filmes tinham carácter: intensos, intrigantes, incisivos, inteligentes, preocupados. Densos, com ritmo, vertigem, estupendas interpretações de grandes actores, agarrando-nos no enredo, fazendo-nos pensar. Pensar a sério. Creio que viverão por muito e muito tempo. Isto se a humanidade não o(s) desmerecer.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Malangatana



Quando tinha 4/5 anos passava longas tardes de fim de semana em casa da minha tia Luísa, ao Lumiar. Havia sempre muita gente em conversas supostamente entusiasmantes que para mim não passavam de secas intermináveis. Fazia muitas birras para ir para casa, mas quando ficava sossegado, lembro-me de não tirar os olhos de um enorme quadro de Malangatana que preenchia uma parede inteira da sala de estar. Aquela pintura marcava toda a casa, e ainda hoje é assunto de conversas. É que Malangatana enfeitiça, no bom sentido, é claro. E enfeitiçará sempre. Que descanse em paz.