quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Sem Tinta

O sangue de quem escreve é sumo na sua escrita. O sumo de quem escreve é a tinta da sua escrita. Quando falta tinta melhor não forçar a caneta, não vale a pena. Só mesmo com uma caneta nova, ou com uma nova carga para a caneta. A tinta de quem escreve não pede um cêntimo do seu valor. Encontra-se aqui ali em todo o lado, talvez saltando já para o passado. A tinta tem entre tudo moléculas de experiência, e por vezes a experiência custa dinheiro, daí que não seja correcto dizer que foi de borla porque não foi. Mas desse preço não existe preço. Existe para lá do preço porque custando nada custa mais que todos os preços. E depois há mil e uma em cada mil e uma maneiras de um poder sangrar. Assim como há mil e uma em cada mil e uma maneiras de um achar que consegue escrever sem tinta.