quinta-feira, 24 de maio de 2012

Anderson Polga



Algumas vezes o sangue quente estupidifica-me a memória e põe-me um bocado idiota, acontece quando perco como perdi no Domingo. Depois, de cabeça fria, ou me sinto ridículo ou reduzo-me à minha insignificância. Como hoje, quando vejo partir um capitão que serviu nove anos o Sporting. Nove anos. Que queria ficar, pois é homem de lealdades, só jogou aqui e no Grémio. Como eu também sou homem de lealdades tenho o máximo respeito por alguém que sai como Polga, dignificado e homenageado entre os seus pares e com uma porta sempre aberta para algum dia. Nada ao alcance dos maçãs podres desta vida, gente que cospe na mais justa gratidão em nome da  mais próxima vantagem. Muito obrigado, Anderson Polga!